
Olá novamente!
Faz bastante tempo que não coloco nada por aqui, mas hoje me deu uma vontade muito louca de escrever algo sobre a vida. Não que eu tenha tanta coisa assim na bagagem para ficar esbanjando saber por ai, mas com a pouca vivência que eu tenho já aprendi tantas coisas! Coisas boas e coisas ruins. E escrevo agora para nós todos.
Sabe, há momentos ruins que a gente tem que passar para que cheguemos ao que tanto sonhamos.
Obstáculos sempre existirão em qualquer caminho que procurarmos seguir, mas o que importa é a vontade que temos de superá-los.
Quando conseguimos nos erguer após uma queda, provamos que somos fortes! Que estamos prontos para momentos ainda mais difíceis e que não iremos nos render. É sempre assim.
E mesmo que na hora do aperto a única coisa que conseguimos pensar é que não há mais como nos levantar, não podemos nos render! Se o obstáculo é muito maior do que somos capazes de superar, então talvez seja a hora de escolher um outro caminho, ou um outro modo de caminhar.
E... Ao superar o desafio a gente se sente tão mais forte que dá vontade de comemorar! De pular, gritar! E dizer ao mundo todo: eu consegui! Nada vai conseguir me deter agora! É aí que chegam os momentos bons.
Alguns momentos bons a gente consegue sem ter que fazer nada, sem batalharmos pelos mesmos, sem nos esforçarmos. Porém, os momentos bons que realmente nos fazem pensar, aos setenta anos, que já vivemos tantas coisas lindas, são aqueles que a gente conquista com o nosso suor! Depois de lutar, de correr atrás, de cair e se levantar inúmeras vezes atrás de um sonho, de um ideal é que conseguimos -ou não- alcançar a tão desejada vitória! O sucesso! E, depois de tudo, olhar pra trás e dizer: "é, valeu a pena ter tentado tanto!".
É claro que há alguns momentos em que não conseguimos mais continuar, que não temos mais forças para nos levantar e caminhar novamente... Então entra o papel dos nossos amigos! Os poucos verdadeiros! Aqueles que costumamos nos lembrar como sendo a família que pudemos escolher. Eles, que sempre andaram conosco, ao nos verem cair as vezes chegam a se jogar dentro de buracos no nosso próprio caminho! Para que a nossa queda não seja tão forte, mesmo que isso signifique a morte para quem se jogou por nós. As vezes eles estendem não uma, mas as duas mãos para nos ajudar a escalar abismos e subir penhascos! Por que? Eles gostam disso! E sabem que se fosse a mesma coisa com eles, nós faríamos o mesmo que eles fazem por nós!
Mas repito: são poucos estes.
Porém, se mesmo com a ajuda dos amigos não conseguimos nos reerguer quando estamos atrás de um sonho, então talvez seja a hora de abrir mão deste sonho. Não sei da onde tiraram a máxima de nunca desistir, mas por experiência própria eu digo que há algumas coisas das quais devemos desistir sim! As vezes a gente precisa abrir mão da linha de um pipa que está no céu para podermos usá-las na construção do nosso próprio avião, aqui na terra! E se o que está no céu era nosso, talvez seja hora de deixá-lo voar por conta própria. Mas tem gente que por achar que nunca vai conseguir construir um avião, talvez ache que nunca deva desistir do pipa que já foi cortado há tempos atrás lá do céu, e que de vestígio sobrou apenas a linha que a pessoa ainda segura.
Metáfora, porém real! Porque os nossos sonhos, as coisas que queremos, nós devemos tratá-los tais quais montinhos de areia. Ou seja, se quisermos ter o que sonhamos a gente tem que deixar a mão aberta para escorrer o excesso e então ficar apenas o que realmente nos pertence; mas se fecharmos a mão com força a única coisa que iremos conseguir será ver toda a areia que custamos tanto em juntar ir embora por pequenos buracos entre nossos dedos.
O lema é não deixar de lutar, porém sempre tendo em mente se ainda vale a pena ou não continuar no ringue.
Isso se chama caráter, personalidade, atitude e decisão. É o que precisamos ter para enfrentar a vida de igual para igual! Ninguém nunca disse que seria fácil, e devemos estar prontos para os momentos mais decisivos.
Por fim, meu querido leitor, não se esqueça que a única pessoa que decide o que fazer da vida é o próprio dono dela. As outras podem dar palpites, talvez ajudar em momentos difíceis, mas o importante é sempre estar centrado com o ideal de superação e de que se agora você derrama suor e lágrimas é para mais tarde não precisar derramar sangue.
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